Qual é o mascote do São Paulo? Conheça o Santo Paulo
O mascote do São Paulo é o Santo Paulo, um velhinho de barbas brancas inspirado no apóstolo Paulo de Tarso, o santo que dá nome à cidade e ao clube. O personagem nasceu nas charges da imprensa esportiva paulistana nos anos 1940 e se tornou o símbolo mais popular do Tricolor entre as crianças, mesmo sem ter um desenho oficial nem constar no estatuto do clube.
Neste texto você vai entender de onde veio o Santo Paulo, por que ele ganhou esse nome, quem o desenhou ao longo das décadas, qual é a relação dele com o dia 25 de janeiro e quais outros personagens já foram associados ao São Paulo, como o Diamantinho.
Resumo rápido sobre o mascote do São Paulo
- O mascote tradicional é o Santo Paulo, representado como um senhor idoso, de barba branca e, em muitas versões, com auréola.
- Ele foi popularizado por cartuns do jornal A Gazeta Esportiva nos anos 1940; o Lance! data o primeiro desenho de 11 de setembro de 1943, assinado por Nino Borges.
- O nome “Santo” Paulo existe para não confundir o personagem com o nome do próprio clube.
- Não há traço oficial: vários cartunistas, incluindo Ziraldo, criaram versões diferentes.
- O São Paulo é um dos poucos grandes clubes brasileiros sem um animal como mascote.
- Nos últimos anos o clube passou a usar também outros personagens, como o Diamantinho, homenagem a Leônidas da Silva.
Quem é o Santo Paulo e por que ele é um velhinho
A figura que inspira o mascote é Paulo de Tarso, um dos apóstolos mais importantes do cristianismo. A cidade de São Paulo leva o nome dele porque o colégio jesuíta que deu origem à vila foi inaugurado em 25 de janeiro de 1554, dia em que a Igreja celebra a conversão do apóstolo. O clube, por sua vez, herdou o nome da cidade.
Como o nome “São Paulo” já designava o time, a imprensa e os torcedores passaram a chamar o personagem de Santo Paulo. A troca de “São” por “Santo” é só uma forma de diferenciar o mascote da instituição, já que as duas palavras têm o mesmo significado em português.
A aparência de senhor idoso, com barba longa e branca, segue a iconografia religiosa tradicional do apóstolo, que costuma ser retratado em pinturas e imagens de igreja como um homem maduro, de barba cheia. Nos desenhos voltados ao futebol, essa figura ganhou um ar bem-humorado: em geral aparece sorridente, às vezes com a camisa tricolor, às vezes com auréola sobre a cabeça.
Como o mascote surgiu nas páginas da Gazeta Esportiva
Nos anos 1930 e 1940 era comum que os jornais esportivos criassem personagens para representar cada clube em charges sobre os jogos. Foi nesse ambiente que o Santo Paulo apareceu. O site oficial do São Paulo afirma que ele se consolidou por meio de cartuns publicados pelo jornal A Gazeta nos anos 1940 e que vários desenhistas já deram forma ao personagem.
Um levantamento do Lance! vai além e aponta uma data: 11 de setembro de 1943. Nesse dia, segundo o jornal, A Gazeta Esportiva publicou uma arte do cartunista Nino Borges com mascotes para todos os participantes do Campeonato Paulista daquele ano. No desenho do São Paulo, um santo com auréola segurava um garoto vestido com o uniforme do clube. Essa data e essa autoria não aparecem no site oficial, que prefere não atribuir a criação a uma pessoa só.
O momento ajuda a explicar a força do personagem. Em 1943 o São Paulo vivia a primeira grande fase de sua história, com Leônidas da Silva no elenco e o título paulista conquistado naquele mesmo ano. Um mascote simpático, associado à fé e à própria cidade, caiu no gosto de uma torcida que crescia rápido.
Por que não existe um desenho oficial do Santo Paulo
Diferentemente de outros clubes, que registraram mascotes com traço definido, o São Paulo nunca padronizou o Santo Paulo. O clube reconhece o personagem em seus canais e na comunicação com o torcedor, mas o estatuto social, que descreve em detalhes o escudo, a bandeira e os uniformes, não trata do mascote.
Essa ausência de regra deixou espaço para muitas releituras. O próprio Nino Borges teria redesenhado o santo algumas vezes, e o cartunista Ziraldo chegou a retratá-lo como uma criança de rosto angelical, bem distante do velhinho barbudo. Hoje convivem versões em quadrinhos, bonecos de pelúcia, ilustrações em produtos licenciados e a fantasia que circula em dias de jogo no MorumBIS.
Há uma pequena divergência entre as fontes sobre o status do personagem: algumas o chamam de mascote oficial, enquanto o Lance! lembra que ele não está regulamentado no estatuto. Na prática, as duas leituras convivem: o Santo Paulo é o mascote tradicional e reconhecido, mas sem a formalização que o clube dá a seus símbolos estatutários.
O 25 de janeiro e a ligação com a fé tricolor
O dia 25 de janeiro reúne três datas importantes para o são-paulino: a conversão de São Paulo apóstolo, o aniversário da cidade e a fundação do clube, em 1930. O São Paulo chama essa data de sua Data Magna, e o mascote acaba sendo lembrado com frequência nas comemorações de aniversário.
A figura de um santo como símbolo também combina com o apelido de Clube da Fé, já tratado em outro texto aqui do site. O mascote reforça essa identidade sem ser, ele próprio, um tema religioso para a maior parte dos torcedores: para eles, o Santo Paulo é simplesmente o “vovô” tricolor que aparece em desenhos, festas infantis e lojas do clube.
Outros mascotes que já representaram o São Paulo
O Santo Paulo nunca esteve totalmente sozinho. Segundo o Lance!, entre os anos 1940 e 1950 a imprensa chegou a associar ao clube personagens informais como Dotô Canindé, Tricor e SO, que tiveram vida curta e hoje são pouco lembrados.
Mais recentemente, o clube adotou o Diamantinho, personagem inspirado em Leônidas da Silva, o Diamante Negro, que defendeu o São Paulo entre 1942 e 1950 e foi um dos maiores ídolos do clube. De acordo com o Lance!, o Diamantinho passou a ser usado como mascote em 2020.
Ainda assim, quando se fala em mascote do São Paulo, a resposta mais comum continua sendo o Santo Paulo. É ele que aparece em pesquisas, em produtos tradicionais e na memória dos torcedores mais velhos.
| Personagem | Origem | Situação |
|---|---|---|
| Santo Paulo | Cartuns da Gazeta Esportiva, anos 1940 (primeiro desenho atribuído a 1943) | Mascote tradicional e mais conhecido |
| Dotô Canindé, Tricor e SO | Criações da imprensa nos anos 1940 e 1950 | Informais, caíram em desuso |
| Diamantinho | Homenagem a Leônidas da Silva, o Diamante Negro | Adotado pelo clube em 2020, segundo o Lance! |
Por que o São Paulo não tem um animal como mascote
Entre os grandes de São Paulo, o Tricolor é o único cujo mascote é inspirado em um santo. O Palmeiras tem o porco (e antes o periquito), o Santos tem a baleia e o peixe, e o Corinthians é representado pelo mosqueteiro, criado em outro contexto. A escolha do São Paulo decorre do próprio nome: em vez de procurar um bicho, os cartunistas da época partiram do santo que já estava no nome do time.
Isso não impediu que torcedores rivais tentassem emplacar apelidos em tom de provocação, mas nenhum deles foi adotado pelo clube. O símbolo assumido pela torcida segue sendo o velhinho de barbas brancas.
Perguntas frequentes sobre o mascote do São Paulo
Qual é o nome do mascote do São Paulo?
O mascote se chama Santo Paulo. O nome faz referência ao apóstolo Paulo de Tarso e usa “Santo” em vez de “São” apenas para diferenciar o personagem do nome do clube.
Quem criou o Santo Paulo?
Não há um criador único reconhecido pelo clube. O personagem foi popularizado por cartunistas da Gazeta Esportiva nos anos 1940, e o Lance! atribui o primeiro desenho a Nino Borges, em setembro de 1943.
O Santo Paulo é o mascote oficial do São Paulo?
Ele é o mascote tradicional e reconhecido pelo clube, mas não está descrito no estatuto social e não tem um desenho padronizado, ao contrário do escudo, da bandeira e dos uniformes.
O São Paulo tem outros mascotes além do Santo Paulo?
Sim. O clube também usa o Diamantinho, homenagem a Leônidas da Silva, adotado em 2020. No passado, a imprensa criou personagens informais como Tricor e Dotô Canindé.